{"id":1048,"date":"2018-04-10T11:20:54","date_gmt":"2018-04-10T11:20:54","guid":{"rendered":"http:\/\/alemplas.pt\/Blog\/?p=1048"},"modified":"2018-04-10T11:20:54","modified_gmt":"2018-04-10T11:20:54","slug":"vamos-aproveitar-os-35-anos-da-ovibeja-para-fazermos-uma-grande-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alemplas.pt\/Blog\/vamos-aproveitar-os-35-anos-da-ovibeja-para-fazermos-uma-grande-feira\/","title":{"rendered":"Vamos aproveitar os 35 anos da OVIBEJA para fazermos uma grande feira"},"content":{"rendered":"<div>\n<div class=\"slab-400 all-100\">\n<div class=\"slab-400 all-100\">\n<hr \/>\n<h4>No ano em que a OVIBEJA comemora 35 anos, Rui Garrido, o presidente da ACOS \u2013 Agricultores do Sul, considera que a feira \u201cmant\u00e9m a sua tra\u00e7a original\u201d e que continua a ser o f\u00f3rum privilegiado de \u201cdiscuss\u00e3o e de reivindica\u00e7\u00e3o\u201d dos agricultores e da sociedade alentejana. Com um cartaz de espect\u00e1culos \u201cmuito melhorado\u201d para assinalar a efem\u00e9ride, o presidente da ACOS revela que a edi\u00e7\u00e3o deste ano da OVIBEJA vai ser tamb\u00e9m marcada pela cerim\u00f3nia de homenagem a Manuel de Castro e Brito, anterior presidente da ACOS, falecido h\u00e1 dois anos, e que consistir\u00e1 na atribui\u00e7\u00e3o do seu nome ao Parque de Feiras e Exposi\u00e7\u00f5es de Beja, onde se realiza a OVIBEJA, conforme decis\u00e3o j\u00e1 tomada pela C\u00e2mara Municipal de Beja sob proposta da ACOS. Uma entrevista realizada pela Revista oficial da ACOS \u2013 Ovelha.<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ovelha \u2013 Todos os anos quando chega a Primavera, anuncia-se tamb\u00e9m a OVIBEJA. Esta \u00e9 a 35\u00aa OVIBEJA, um n\u00famero redondo e, mais uma vez, uma OVIBEJA importante\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Rui Garrido \u2013 Sim, \u00e9 uma OVIBEJA importante, desde logo por serem 35 anos, mas tamb\u00e9m porque aproveitando serem esses 35 anos quer\u00edamos fazer aqui uma homenagem ao nosso falecido e saudoso Manuel de Castro e Brito. Inclusivamente temos isso agendado com a C\u00e2mara, ou seja, dar o seu nome ao Parque de Feiras e Exposi\u00e7\u00f5es de Beja, onde se realiza a OVIBEJA.<\/p>\n<p><strong>Portanto, isso vai acontecer nesta edi\u00e7\u00e3o da OVIBEJA?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos a preparar as coisas neste sentido. Em princ\u00edpio a cerim\u00f3nia de atribui\u00e7\u00e3o do nome ser\u00e1 feita no dia de abertura da OVIBEJA. Aproveitando a passagem dos 35 anos, estamos a preparar tamb\u00e9m um livro sobre o que foi a OVIBEJA ao longo dos tempos onde iremos, com certeza, destacar o que de mais importante aconteceu. Vamos tamb\u00e9m fazer uma exposi\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica mostrando como foram as v\u00e1rias as OVIBEJAS e homenagear alguns dos nossos directores que j\u00e1 partiram. Portanto, vamos aproveitar estes 35 anos para fazermos um exerc\u00edcio de mem\u00f3ria sobre a OVIBEJA e sobre aqueles que a t\u00eam feito. Para esta OVIBEJA especial, quisemos tamb\u00e9m melhorar os espect\u00e1culos nocturnos. Julgo que conseguimos um bom cartaz, composto s\u00f3 por artistas de 1\u00aa linha.<\/p>\n<p><strong>Um olhar de mem\u00f3ria e comemorativo dos 35 anos do percurso da OVIBEJA. No entanto, em geral, o olhar da OVIBEJA tem estado sempre muito centrado no futuro. Este ano \u00e9 excep\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Claro que n\u00e3o. Todos os anos tentamos idealizar algo de novo, tentamos imaginar coisas novas, embora a tra\u00e7a da feira este ano fique muito semelhante \u00e0quilo que foi, nomeadamente, no ano passado. Continu\u00e1mos a investir no Campo da Feira, que vai ter mais acessos, n\u00e3o s\u00f3 para a maquinaria que ali est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para as pessoas que nos visitam. Estabelecemos uma parceria com sete empresas que ali instalaram campos de demonstra\u00e7\u00e3o dos seus produtos, nomeadamente de v\u00e1rias culturas aqui da regi\u00e3o, tais como cereais, favas, ervilhas, colza, etc., com o objectivo de dinamizar aquela zona, virada para um p\u00fablico mais profissional, no seguimento do que j\u00e1 v\u00ednhamos a fazer em anos anteriores. Vamos manter o Pavilh\u00e3o do Cante com uma outra exposi\u00e7\u00e3o dedicada ao patrim\u00f3nio local, e o Pavilh\u00e3o Institucional, tal como fizemos no ano passado, sem \u201ccomes e bebes\u201d. Estes estar\u00e3o todos juntos perto do Pavilh\u00e3o Terra F\u00e9rtil. A nossa tem\u00e1tica vai continuar a ser virada para a internacionaliza\u00e7\u00e3o dos nossos produtos de origem vegetal, n\u00e3o s\u00f3 culturas anuais, mas tamb\u00e9m fruticultura, olivicultura, etc.<\/p>\n<p><strong>Culturas tamb\u00e9m ligadas ao regadio, a Alqueva?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, muito ligadas ao regadio, mas n\u00e3o s\u00f3, porque nunca nos podemos esquecer que o Alentejo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Alqueva, nem os outros pequenos regadios privados que por a\u00ed h\u00e1. O nosso Alentejo \u00e9 mais. O que sobra dos regadios, s\u00e3o dois milh\u00f5es e oitocentos mil hectares que n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua e que representa o interior desertificado, a floresta, a pecu\u00e1ria extensiva etc; nunca poderemos esquecer esta realidade. Mantemos este ano o nosso Concurso Internacional de Azeites, que est\u00e1 classificado como um dos melhores, sen\u00e3o o melhor, concurso a n\u00edvel mundial, sendo que o J\u00fari, constitu\u00eddo por cerca de quatro dezenas de especialistas, volta a reunir-se em Beja. Aproveitamos tamb\u00e9m a reuni\u00e3o do j\u00fari para realizarmos a Rota do Azeite do Alentejo. A ideia \u00e9 convidar jornalistas nacionais e estrangeiros para conhecerem e avaliarem os bastidores do concurso de azeite e a import\u00e2ncia do sector do olival e do azeite no Alentejo.<\/p>\n<h4><strong>8\u00ba Concurso Internacional de Azeites<\/strong><\/h4>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Este concurso \u00e9 uma mais-valia para a OVIBEJA?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Tem uma grande mais-valia para n\u00f3s porque \u00e9 o \u00fanico concurso internacional de azeites que se faz em Portugal. O concurso mais conhecido mundialmente \u00e9 o M\u00e1rio Solinas, que se realiza em Madrid; o nosso \u00e9 um concurso que tem um regulamento muito id\u00eantico e que, no ano passado, teve, inclusivamente, mais amostras de azeite do que o Solinas. Recebemos mais de 160 azeites e ficaram apurados cerca de 150. \u00c9 um concurso j\u00e1 de renome internacional que recebeu recentemente uma distin\u00e7\u00e3o pela revista \u201cWorld Best Olive Oils\u201d, que, anualmente elege os 100 melhores azeites do mundo. Nesta elei\u00e7\u00e3o, um azeite premiado naquele concurso espanhol, ou no nosso, ser\u00e1 mais pontuado do que os que obtiverem pr\u00e9mios id\u00eanticos, noutros concursos mundiais.<\/p>\n<p>Associado ao dia em que faremos a entrega dos pr\u00e9mios do Concurso de Azeites, na OVIBEJA, faremos tamb\u00e9m mais um semin\u00e1rio internacional virado para a fileira do azeite.<\/p>\n<p><strong>E que mais vamos ter na OVIBEJA?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Dentro das actividades l\u00fadicas, vamos tamb\u00e9m melhorar o nosso programa de cavalos, uma actividade que traz muita gente \u00e0 feira. Iremos ter, novamente, atrelagens e estamos a tentar que haja um campeonato ib\u00e9rico de horseball. Portanto, em s\u00edntese, queremos ter uma OVIBEJA din\u00e2mica, \u00e0 qual os expositores adiram, mais uma vez, em for\u00e7a \u2013 no ano passado tivemos o maior n\u00famero de expositores de sempre \u2013 e que seja uma grande feira nestes seus 35 anos.<\/p>\n<p><strong>Este ano foi, no in\u00edcio, um ano particularmente seco, depois come\u00e7ou a chover. As coisas melhoraram?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim. Muitas das nossas preocupa\u00e7\u00f5es, desapareceram com estas \u00faltimas chuvas. Ningu\u00e9m esperava que na nossa regi\u00e3o chovesse mais de 200 mm. A \u00e1rea semeada para alimenta\u00e7\u00e3o animal foi menor, muitas vezes com deficientes germina\u00e7\u00f5es, as reservas alimentares foram praticamente consumidas, pastagens ainda n\u00e3o havia. No entanto, quer estas, quer as culturas arvenses anuais, iam vivendo com a pouca chuva que ocorria, mas as reservas h\u00eddricas, quer para abeberamento pecu\u00e1rio, quer para regadio, eram nulas. Est\u00e1vamos \u00e0 beira de uma\u00a0 situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e catastr\u00f3fica. Neste momento, na nossa regi\u00e3o, h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para aquelas culturas anuais de sequeiro se desenvolverem, \u00e1gua para o gado est\u00e1 garantida, o Alqueva j\u00e1 recebeu 750 milh\u00f5es de m3 e as barragens ligadas ao sistema do EFMA, como \u00e9 o caso do Roxo e Odivelas, ainda que muito dependentes deste, tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o necessitar\u00e3o de receber tanta \u00e1gua da EDIA. Uma palavra para dizer que esta \u00e1gua comprada \u00e0 EDIA fica muito cara \u00e0s associa\u00e7\u00f5es, sendo o seu custo reflectido, depois, no pre\u00e7o final da \u00e1gua aos regantes. O caso mais preocupante, fora do EFMA, \u00e9 a barragem da Nossa Senhora da Rocha, que se encontrava apenas a 20% da sua capacidade.<\/p>\n<p>No Alto Alentejo, onde tem chovido mais, penso que as campanhas de regadio, privados e p\u00fablicos, j\u00e1 poder\u00e1 ocorrer de forma normal.<\/p>\n<p><strong>\u00a0A ACOS gere o Parque de Feiras e Exposi\u00e7\u00f5es em conjunto com a C\u00e2mara Municipal de Beja. Este ano h\u00e1 um novo presidente da autarquia. Como tem sido o relacionamento entre as duas entidades?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 J\u00e1 tivemos uma reuni\u00e3o com a C\u00e2mara, porque se impunha. N\u00e3o s\u00f3 porque somos s\u00f3cios na gest\u00e3o do Parque, mas tamb\u00e9m, porque h\u00e1 uma s\u00e9rie de assuntos que t\u00eam que ser tratados e que j\u00e1 vinham de tr\u00e1s, com o anterior presidente, nomeadamente a conserva\u00e7\u00e3o do parque a v\u00e1rios n\u00edveis, desde arruamentos a casas de banho, limpeza, etc.. Nesta reuni\u00e3o encontr\u00e1mos uma boa recep\u00e7\u00e3o e vontade de colaborar, pelo que esperamos continuar a ter com esta C\u00e2mara um bom relacionamento, como, ali\u00e1s tivemos com as anteriores. No entanto, algumas destas obras que n\u00f3s quer\u00edamos que se fizessem antes da OVIBEJA, julgamos que s\u00f3 se v\u00e3o conseguir realizar na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da feira.<\/p>\n<p><strong>Outra das quest\u00f5es em agenda, em termos de melhoramentos, tinha a ver com a melhoria da zona de restaurantes. Isso tem a ver mais com a ACOS?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim. Tem a ver connosco. Estamos a tratar disso, n\u00e3o faremos tudo num s\u00f3 ano, ser\u00e3o precisos dois ou tr\u00eas anos, no sentido de melhorar essa \u00e1rea da feira.<\/p>\n<h4>Olival e Amendoal, as principais culturas<\/h4>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em>Qual \u00e9 o ambiente que se vive hoje em torno da agricultura alentejana? No regadio sente-se alguma euforia em termos de exporta\u00e7\u00e3o. \u00c9 consistente?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O regadio tem perspectivas de futuro, enquanto tudo o que \u00e9 sequeiro est\u00e1 igual ao que era h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s, seja a pecu\u00e1ria, sejam os cereais, embora hoje em dia quase j\u00e1 n\u00e3o se fa\u00e7am cereais de sequeiro, a n\u00e3o ser para pastagens. Tirando essa \u00e1rea, ficamos com a zona irrigada por Alqueva que, felizmente, est\u00e1 a produzir. Mas, mesmo aqui, h\u00e1 uns anos v\u00edamos a paisagem alterada com a exist\u00eancia de muitos pivots de rega, isso hoje j\u00e1 n\u00e3o se verifica. Hoje em dias vemos mais planta\u00e7\u00f5es. Tudo isto tem a ver com os pre\u00e7os das principais culturas anuais. Sejam cereais, sejam oleaginosas (girassol ou colza), seja milho, todas mant\u00eam pre\u00e7os muito baixos, pouco competitivos, e o agricultor \u00e9 levado a fazer outro tipo de culturas. Por outro lado, os sectores do azeite e da am\u00eandoa, continuam de boa sa\u00fade financeira (na nossa regi\u00e3o, est\u00e3o plantados seis a sete mil hectares de amendoal). Portanto, o agricultor \u00e9 levado a fazer este tipo de culturas permanentes \u2013 tamb\u00e9m se t\u00eam feito algumas nogueiras e outras fruteiras \u2013 em detrimento das culturas anuais. Felizmente que h\u00e1 alguns sectores que est\u00e3o bem e aqui na zona do Alqueva.<\/p>\n<p><strong>E o milho?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Hoje em dia a \u00e1rea de milho diminuiu bastante, n\u00e3o s\u00f3 pela via do seu pre\u00e7o de venda, que j\u00e1 mencion\u00e1mos, mas tamb\u00e9m porque exige n\u00edveis de \u00e1gua muito elevados, ficando a sua cultura muito cara.<\/p>\n<p><strong>E como est\u00e1 o sector agro-pecu\u00e1rio alentejano?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Dentro da pecu\u00e1ria h\u00e1 uma fileira que se tem mantido est\u00e1vel nos \u00faltimos anos e que est\u00e1 relacionado com o porco alentejano, nomeadamente para quem tem condi\u00e7\u00f5es para o fazer, ou seja, para quem tem montado. O porco engordado a bolota vale dinheiro, o outro j\u00e1 n\u00e3o. Muitos destes porcos s\u00e3o transformados em Espanha, mas \u00e9 um sector cujos pre\u00e7os d\u00e3o defesa ao agricultor. J\u00e1 os bovinos e os ovinos mant\u00eam-se aos pre\u00e7os que tinham aqui h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s. Uma explora\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria, na minha opini\u00e3o, para ser rent\u00e1vel tem que ser extensiva, ter dimens\u00e3o. Quanto mais tentarmos intensificar, pior \u00e9. Exige gastar mais dinheiro em alimenta\u00e7\u00e3o, sementes, adubos, etc., e as defesas para o agricultor s\u00e3o menores.<\/p>\n<p><strong>Mas a transforma\u00e7\u00e3o animal continua, em grande parte, a ser feita fora da regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Continua, de facto, a ser assim, com a excep\u00e7\u00e3o de alguma transforma\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do porco alentejano e do leite de ovelha e de cabra. No \u00e2mbito da comercializa\u00e7\u00e3o de animais, a t\u00edtulo de exemplo, a ACOS, por vontade dos nossos associados, iniciou recentemente o com\u00e9rcio de borregos atrav\u00e9s da parceria com uma cooperativa espanhola, que est\u00e1 aqui na Andaluzia, e neste momento estamos a exportar borregos para l\u00e1. Aqui bem perto da fronteira, t\u00eam um centro de engorda e alguns desses borregos, depois, at\u00e9 ser\u00e3o comercializados para Portugal, uma vez que esta cooperativa tem rela\u00e7\u00f5es comerciais com supermercados portugueses. Se esta nossa parceria continuar a correr bem, como tem corrido at\u00e9 aqui, provavelmente a ACOS far\u00e1 aqui o seu pr\u00f3prio centro de engorda, como forma de obtermos as mais valias correspondentes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0E como est\u00e1 o sector dos bovinos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00f3s fazemos leil\u00f5es de bovinos aqui na ACOS que tamb\u00e9m t\u00eam corrido bem at\u00e9 agora. Mas nos \u00faltimos leil\u00f5es temo-nos apercebido de que h\u00e1 uma esp\u00e9cie de carteliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os. \u00a0Por isso, estamos tamb\u00e9m a considerar replicar o que fazemos com a comercializa\u00e7\u00e3o dos borregos, com uma outra cooperativa espanhola, mas em termos de bovinos. Com os borregos \u00e9 tudo muito transparente. S\u00e3o comercializados em fun\u00e7\u00e3o duma bolsa que existe na Extremadura. Quando um produtor nos chega aqui com um lote de borregos, n\u00f3s temos a refer\u00eancia da bolsa da semana anterior e as varia\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o muito grandes. O pre\u00e7o \u00e9 pago com base nessa bolsa e, na Extremadura, o pre\u00e7o do borrego tem estado 10 ou 12 euros acima daquilo que \u00e9 o pre\u00e7o do borrego em Portugal, e por isso compensa e tem corrido bem.<\/p>\n<h4>Inovar sem descaracterizar<\/h4>\n<p><strong>Voltando \u00e0 OVIBEJA h\u00e1 quem diga que a feira se tem vindo a descaracterizar como feira agro-pecu\u00e1ria, ao abrir-se a uma diversidade de sectores de actividade. Aceita esta cr\u00edtica?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. Antes pelo contr\u00e1rio. Eu acho que temos tentado manter a OVIBEJA dentro daquela tra\u00e7a que era a da OVIBEJA original. A OVIBEJA sempre foi um pouco de tudo.\u00a0 Continuamos a ter uma exposi\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria muito digna, com v\u00e1rios concursos associados \u00e0s ra\u00e7as aut\u00f3ctones e \u00e0 tosquia, e estamos a dinamizar cada vez mais aquele espa\u00e7o a que chamamos o Campo da Feira, onde actualmente ocorre a exposi\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos, tornando-o mais profissional. N\u00f3s queremos manter a OVIBEJA assim, com a tra\u00e7a que sempre teve, atraindo cada vez mais empresas ligadas \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de produtos, sementes, qu\u00edmicos, etc., que tenha um cariz profissional, mas que seja a OVIBEJA que sempre foi.<\/p>\n<p><strong>A OVIBEJA tem sido, tamb\u00e9m, sempre uma voz reivindicativa e n\u00e3o acomodada. A OVIBEJA vai manter-se neste registo que era muito a linha de Manuel de Castro e Brito?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Tamb\u00e9m. A OVIBEJA sempre foi e h\u00e1-de continuar a ser um f\u00f3rum de discuss\u00e3o dos problemas. Os temas e as preocupa\u00e7\u00f5es que forem, em cada feira, de actualidade, havemos de os discutir sempre com quem c\u00e1 vier, sejam dirigentes partid\u00e1rios, deputados, ministros, primeiros-ministros ou presidentes. H\u00e1-de ser sempre um f\u00f3rum de discuss\u00e3o dos problemas e um f\u00f3rum reivindicativo. Os nossos discursos de abertura tentam sempre abordar as principais tem\u00e1ticas da altura e aquilo que mais nos preocupa tanto na agricultura, como para a regi\u00e3o. Nunca fugimos a discutir um problema seja com quem for. A OVIBEJA h\u00e1-de continuar a ser tamb\u00e9m esse f\u00f3rum.<\/p>\n<p><strong>A OVIBEJA faz agora 35 anos. Num horizonte de mais cinco anos o que pode mudar na OVIBEJA?<\/strong><\/p>\n<p>-Temos que tentar ser sempre, e cada vez mais, imaginativos para que em cada ano consigamos, pelo menos, introduzir algo de novo, porque n\u00e3o se consegue, nem queremos, mudar radicalmente a feira. Desde logo, por ser imposs\u00edvel e, depois, porque o actual modelo tem sido bem sucedido, onde as pessoas se sentem bem, gostam de estar e visitar. E \u00e9 esta mistura, que passa por ser um f\u00f3rum informativo, reivindicativo, de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, de neg\u00f3cios, um espa\u00e7o diversificado, onde tamb\u00e9m h\u00e1 muita coisa que n\u00e3o tem nada a ver com a agricultura. Ao n\u00edvel mais pessoal, gostava que a OVIBEJA mantivesse sempre aquilo que \u00e9 a sua ess\u00eancia e as suas caracter\u00edsticas, mas poder\u00e1 continuar a tornar-se\u00a0 mais profissional. Quem sabe, fazermos aqui um ano dedicado s\u00f3 a uma \u00e1rea ou apenas a um tema espec\u00edfico\u00a0 duma determinada fileira agr\u00edcola. S\u00e3o coisas de que j\u00e1 temos falado e que poderemos ir pensando e idealizando.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"newsContent\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<hr \/>\n<p>|Grupo Alempl\u00e1s|<br \/>\nProtegemos Hoje\u2026 O Futuro<br \/>\n[Publicado Por Nuno Prates]<\/p>\n<hr \/>\n<div>\n<div class=\"slab-400 all-100\">\n<div>\n<div class=\"slab-400 all-100\">\n<h5><strong><span class=\"feed-rss-header\" style=\"text-align: justify;\">[Fonte: <a href=\"http:\/\/vozdocampo.pt\/2018\/04\/10\/rui-garrido-presidente-da-acos-agricultores-do-sul\/\">Voz do Campo<\/a>]<\/span><\/strong><\/h5>\n<hr \/>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"newsContent\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"newsContent\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"slab-400 all-100\">\n<div class=\"newsContent\">\n<div class=\"showLerMais\"><strong><em>Artigo Relacionado [<\/em><em><a href=\"http:\/\/alemplas.pt\/Blog\/internacionalizacao-e-o-grande-tema-da-35-a-ovibeja\/\">Internacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o grande tema da 35.\u00aa Ovibeja<\/a>]<\/em><\/strong><em><strong><br \/>\n<\/strong><\/em><em><strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/alemplas.pt\/Blog\/internacionalizacao-e-o-grande-tema-da-35-a-ovibeja\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-897 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas-150x150.jpg?resize=150%2C150\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" data-attachment-id=\"699\" data-permalink=\"http:\/\/alemplas.pt\/Blog\/syngenta-cresce-102-no-mercado-portugues-em-2017\/javier-bardon-syngenta-alemplas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Javier-Bardon-Syngenta-alemplas.jpg?fit=800%2C533\" data-orig-size=\"800,533\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Javier-Bardon-Syngenta-alemplas\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Javier-Bardon-Syngenta-alemplas.jpg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Javier-Bardon-Syngenta-alemplas.jpg?fit=800%2C533\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?resize=100%2C100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?resize=144%2C144&amp;ssl=1 144w, https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?resize=540%2C540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/alemplas.pt\/Blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ovibeja2018-alemplas.jpg?w=703&amp;ssl=1 703w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<p><em><strong><a href=\"http:\/\/alemplas.pt\/Blog\/internacionalizacao-e-o-grande-tema-da-35-a-ovibeja\/\">A Comiss\u00e3o Organizadora da\u00a035.\u00aa Ovibeja\u00a0est\u00e1 a trabalhar a programa\u00e7\u00e3o de col\u00f3quios e debates sobre temas da atualidade, de entre os quais se destaca a discuss\u00e3o e reflex\u00e3o sobre a PAC p\u00f3s 2020&#8230;<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano em que a OVIBEJA comemora 35 anos, Rui Garrido, o presidente da ACOS \u2013 Agricultores do Sul, considera que a feira \u201cmant\u00e9m a sua tra\u00e7a original\u201d e que continua a ser o f\u00f3rum privilegiado de \u201cdiscuss\u00e3o e de reivindica\u00e7\u00e3o\u201d dos agricultores e da sociedade alentejana. 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