Capoulas Santos prevê que agricultura vai enfrentar período de seca em 2017

Capoulas Santos prevê que agricultura vai enfrentar período de seca em 2017

Ministro admite que não há prejuízos evidentes na agricultura devido à seca, mas indícios que apontam para a previsão de um período de seca.


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O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, disse hoje que não há, por enquanto, registo de prejuízos evidentes na agricultura devido à seca, apesar de haver indícios que apontam para a previsão de um período de seca.

“Neste momento, estamos apenas numa situação em que há indícios claros de que poderemos vir a ter um período de seca, não há neste momento ainda prejuízos imediatos e evidentes na agricultura”, declarou o governante aos jornalistas.

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, falava hoje na conferência internacional “A Herança Cultural da Dieta Mediterrânica”, que se realiza até quarta-feira na Universidade do Algarve.

Em Maio o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicou que 96% do território de Portugal continental se encontrava situação de seca fraca a moderada dados referentes ao mês de Abril, o que representa um aumento de 20% em relação a Março.


De acordo com o IPMA, as regiões do Norte e Centro foram as mais afetadas no último mês, com um aumento significativo da área em situação de seca, com a região do Algarve a ser a única a não se encontrar nessa situação.

Lembrando que o fenómeno é característico do Mediterrâneo e que ocorre em Portugal, habitualmente, de dez em dez anos, Capoulas Santos frisou que a seca é um “risco” para a atividade económica, nomeadamente, a agricultura, sendo possível mitigar os seus efeitos.

“A água nas barragens, estando em níveis mais baixos, não é suscetível de comprometer a campanha do regadio, mas é um assunto que o Governo, naturalmente, acompanha dia a dia e a cada momento e, sempre que se justifique, não deixará de acionar as medidas adequadas”, referiu.

O ministro da Agricultura lembrou que adotou em Novembro um conjunto de medidas de apoio financeiro no baixo Alentejo para que os agricultores pudessem abrir furos ou adquirir equipamentos para transportar a água.
Relativamente à exportação de produtos alimentares relacionados com a dieta mediterrânica, o governante apontou um crescimento das exportações de fruta em 15%, nos meses de janeiro e fevereiro.

A produção de azeite quadruplicou na última década, com as exportações a triplicarem no mesmo período. Em crescimento, encontra-se também a exportação de frutos secos, que sofreu uma “grande evolução”, concluiu.

 


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Fonte: DinheiroVivo

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