Cigarrinha Verde ou Cidadela Uma Praga Da Vinha

Cigarrinha Verde ou Cidadela Uma Praga Da Vinha

Em 1980 é detetada pela primeira vez em portugal a Cigarrinha Verde ou Cidadela. Sendo em 1989 identificada pelo Dr. José Alberto Quartau nas vinhas alentejanas.

 

Esta é a quarta publicação de outras 12 referentes a pragas e doenças que afetam a cultura vinícola. Na última publicação iremos compilar todas as pragas e doenças de forma a criar um conteúdo sólido sobre este tema.

 


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CIDADELA OU CIGARRINHA VERDE

 

Descrição da Praga

 

Alemplás - Cigarrinha Verde
Cigarrinha Verde – Cidadela

O nome de “cidadela” ou “cigarrinha verde” surge de um conjunto de espécies homópteros cicadelídeos, estes são sem dúvida uma específica praga da vinha. Contudo poderão também surgir em outras culturas.
Entre 1991 e 1992  em Portugal foi realizado um estudo de biologia e ecologia sobre espécies de cigarrinha verde inerentes à vinha.
Foram identificados quatro espécies, Jacobiasca lybica (Bergevin & Zanon), Empoasca vitis (Gothe), Empoasca solani Curtis e Empoasca decipiens Paoli. Sendo predominante nas vinhas Alentejanas e Ribatejanas a espécie Jacobiasca lybica. No Norte do País na região do Douro e Dão predomina a espécie Empoasca vitis.

 

O ciclo de vidas destes insetos encontram-se em 3 estados de desenvolvimento:

 

Ovos:

Os ovos da cigarrinha verde são introduzidos no fundo de pequenas incisões efetuadas pela fêmea, estas incisões geralmente estão localizadas junto ás nervuras principais  ou nos pecíolos.
Com forma oval dispondo de 0.6mm de comprimento e 0.3mm de largura, cor esbranquiçada translúcidos e brilhantes.

Ninfas:

A cigarrinha verde percorre cinco estágios ninfais antes de atingir o estado adulto. As ninfas que se encontram num 1º estágio demosntram uma cor branca, conforme  a sua evolução vão adquirindo tons esverdeados. Já nos últimos dois estágios começam a notar-se as assas. O seu comprimento poderá variar entre 1 e 3mm.

 

Alemplás - cigarrinha verde
Fonte: Sapec Agro

 

Adulto:

Em fase já adulta a sua forma é semelhante a uma pequena cigarra, nesta altura já conta com  3mm de comprimento. A sua cor apresenta-se verde muito claro e de asas translúcidas com um degradê de verde para amarelo.

 

Ciclo Biológico

Estes quatro espécies são bastante semelhantes na sua morfologia externa, apenas os podemos identificar através de estudo da genitália dos machos.

A sua migração para a vinha dá-se já em fase adulta com o início da atividade vegetativa da cultura. Nestas primeiras semanas as fêmeas iniciam a postura (libertação de ovos). Após esta postura o inseto consegue gerar durante 1 ano 3 gerações de espécies.

Logo após à queda das folhas os adultos migram para plantas hospedeiras secundárias no sentido de procederem à hibernação. O intuito da existência destes hospedeiros secundários é uma forma de assegurar uma fonte alimentar alternativa.  Normalmente estes hospedeiros constroem um abrigo fora da cultura atacada de forma a manter uma população ativa. Logo torna-se muito importante analisar toda a área circundante a quando o combate à praga.

 

Como Identificar Os Sintomas?

 

Alemplás - Cigarrinha Verde
Sintomas

A fonte de infecção destes insetos inicia-se na picada exercida nas nervuras das folhas. Os primeiros sintomas são a deformação da superfície das folha incidindo nas mais jovens. Inicia-se uma descoloração nas folhas e por consequentemente a morte de tecidos foliares.

Este processo vai ter implicações na qualidade e quantidade da sua produção. Quando existem ataques intensos o sintoma exerce-se sobre a queda muito prematura das folhas, levando a uma maior exposição dos cachos aos raios solares.

 

Como Proteger A Cultura?

Existem alguns agentes auxiliadores que são otimos predadores da cigarrinha verde.

 

  • Aranhas e Crisopídeos
  • Parasitóides
  • Himenópteros Mimarídeos
  • Driinídeos
  • Dípteros Pipunculídeos

 

Alemplás - Cigarrinha VerdePoderá efetuar uma estimativa de risco do ataque da cigarrinha verde através de armadilhas de captura de ninfas. Estas são de cor amarela e adesivas tornando fácil a sua captura determinando a curva de voo dos insetos e a quantidade existem-te num determinado local.

A melhor forma de combater esta praga ou qualquer outra, passa sempre por completar uma maior diversidade de agentes na sua parcela. Formando desta forma um equilíbrio entre os agentes auxiliadores e possíveis pragas ou doenças. Contudo se a sua analise aferir uma grande intensidade de ataque, será imprescindível recorrer a um combate químico de forma a combater com eficácia os cicadelídeos.

 


Esta é quarta das principais 12 Pragas E Doenças Que Podem Arruinar A Vinha.

Comente, partilhe, revele o seu sucesso ou insucesso sobre este tema.


 

 

Grupo Alemplás
Marketing Officer – Nuno Prates

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Fontes:
– DRABL  |Madalena Neves|


 

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