Doenças Do Lenho Da Videira – ESCA E Os Seus Fungos…

Doenças Do Lenho Da Videira – ESCA E Os Seus Fungos…

As principais doenças do lenho da videira, escoriose, eutipiose e esca, são conhecidas desde há décadas, tendo-lhes sido tradicionalmente atribuídos como agentes causais os fungos Phomopsis viticola, no caso da escoriose, Eutypa lata, para a eutipiose, Stereum hirsutum e Fomitiporia punctata para a ESCA.

 

Esta é a quinta publicação de outras 12 referentes a pragas e doenças que afetam a cultura vinícola. Na última publicação iremos compilar todas as pragas e doenças de forma a criar um conteúdo sólido sobre este tema.

 


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Trabalhos recentes, efectuados em numerosos países vitícolas indicam que, para além destes fungos, outros poderão estar envolvidos nalgumas das doenças referidas, em particular na ESCA, tal como era conhecida tradicionalmente, e numa nova manifestação, em que são afectadas vinhas recentemente enxertadas. Esta última manifestação da doença é hoje em dia conhecida por uma das seguintes designações: “esca das vinhas jovens”, “declínio das vinhas jovens” ou, mais recentemente, por “Doença de Petri”. Iremos abordar então a ESCA

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Ciclo Biológico

 

A ESCA é provocada pelos fungos basidiomicetas Stereum hirsutum e Phellínus igniarius, responsáveis pela deterioração da madeira. Ao longos dos anos esta doença tem afetado quase todas as regiões vitícolas, causando uma preocupação acrescidas aos vitivinicultores.

A ESCA pode manifestar-se de duas formas: forma lenta ou forma súbita (também designada de apoplexia).

Hoje em dia pensa-se que a ESCA se deve à acção dos fungos da ESCA. Os fungos percursores Phaeoacremonium aleophilum e Phaeoacremonium clamydosporum a que se seque a acção dos fungos da ESCA. Estes fungos percursores são responsáveis pela formação da necrose escura e dura que envolve a necrose clara e mole e podem ser transportados através de material vivo. O fungo da ESCA (Fumitiporia punctata = Phellinus igniarius) causa a necrose mole, clara, situada na zona central.
Não é um fungo parasita na medida em que não se desenvolve na madeira viva, mas as secreções que produz é que levam à morte da “madeira”.

A contaminação pode ser realizada através de basidiósporos ou de micélio dos fungos que penetram através das feridas da videira. A destruição da madeira ocorre em dois tempos:

  • Acção de uma oxydase (segregada pelo fungo) que atua nos compostos taninos  e escurece a madeira isto porque mata as células.
  • O micélio degrada as paredes celulares destruindo a lenhina da madeira (tecido esponjoso branco que se torna amarelo mole).

 

 

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Tronco – Necroses brancas e esponjosas:

 

  • Através do corte  longitudinal observa-se que as manchas se estendem desde as feridas de poda até ao colo da videira. Estas manchas são acompanhadas por estrias negras que correspondem às pontuações observadas em corte transversal. A zona necrosa está delineada por uma linha negra.
  • O corte transversal mostra o centro do ramo ocupado por uma massa esponjosa de cor castanho-claro.

 

 

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Folhas:

 

  • Forma lenta: manchas marginais necrosadas e manchas amareladas/avermelhadas entre as nervuras; aspeto marmoreado; as folhas das bases dos ramos são atingidas mais cedo.
  • Forma rápida (Apoplexia): as folhas tomam a cor verde acinzentadas a partir da extremidade do sarmento e secam rapidamente. Podem atingir a totalidade da cepa.

 

 

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Bagos:

 

  • Pontuações necrosadas arroxeadas, próximo ou depois do pintor, quase sempre apenas nas castas brancas.

 

Luta Cultural:

 

Além de se evitar grandes cortes na poda, deve-se arrancar as cepas doentes para se verificar se as videiras foram atacadas pela ESCA. Uma das técnicas antigas para prevenir que as videiras sejam atacadas pela ESCA é rachar o tronco mantendo-o aberto com uma pedra para secar a ferida e depois retirar a parte mole. Esta técnica deverá ser repetida de 2 em 2 anos.

Luta Química:

 

Carbendazime + Fluzilazol

Nota: algumas bibliografias sugerem a utilização de fosetil de alumínio uma vez que tem mostrado bons resultados na limitação dos fungos percursores da ESCA. Contudo esta substância activa não está homolgada para esta finalidade.


Esta é quinta das principais 12 Pragas E Doenças Que Podem Arruinar A Vinha.

Comente, partilhe, revele o seu sucesso ou insucesso sobre este tema.


 

Grupo Alemplás
Marketing Officer – Nuno Prates

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Fonte:
Sapec Agro Portugal

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